Efeito dispersor de aves na germinação das sementes de palmito



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Tucanos e sabiás são importantes na sobrevivência do alimento

Formado em Ciência Biológicas pelo Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, Abraão de Barros Leite é o principal autor de comunicação publicada no Journal of Tropical Ecology sobre o efeito dos dispersores na germinação das sementes de Palmito.

O trabalho consistiu em pesquisar o efeito de aves frugívoras no  consumo das sementes de palmito. Foi testada a germinação delas após serem regurgitadas totalmente sem polpa por tucanos e sabiás, ou defecadas ainda com alguma polpa por cracídeos, como como mutum, jacu e aracuã. Estas porcentagens foram comparadas contra as sementes controle (sementes despolpadas manualmente e sementes com polpa).

O resultado final mostrou que o processo de despolpamento por parte dos frugívoros regurgitadores (tucanos e sabiás) facilitou a germinação em relação às defecadas ou controle com polpa.

Mostrou-se assim que essas aves são importantes para a sobrevivência desta espécie vegetal, principalmente em áreas defaunadas, onde grandes dispersores como tucanos e cracídeos já estão extintos.
Além de Barros Leite, que tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Biologia de Conservação e efeitos da fragmentação na dispersão e germinação de sementes, assinam o artigo Pedro H. S. Brancalion (Universidade de São Paulo, Departamento de Ciências Florestais, Piracicaba, SP); Roger Guevara (Instituto de Ecologia, Red de Biologia Evolutiva, México) e Mauro Galetti (IB/Unesp/Rio Claro).

O artigo, intitulado ‘Differential seed germination of a keystone palm (Euterpe edulis) dispersed by avian frugivores’, pode ser acessado em

http://journals.cambridge.org/action/displayAbstract?fromPage=online&aid=8755812&fulltextType=RC&fileId=S0266467412000594 .

(Portal Unesp)



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