Formação de Professores e Pesquisadores do Ensino de História



Material didático, futuro do professor de História e temática indígena são temas

Por Gabriel Alvez Bezerra

Quem define qual história será ensinada para os estudantes? Foi essa pergunta que se buscou responder durante o Primeiro Encontro de Formação de Professores e Pesquisadores do Ensino de História, ocorrido nos últimos dias do mês de junho (29 e 30), nas dependências da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Assis. O evento contou com a participação de professores e alunos da Unesp-Assis, dentre outras instituições, e professores da rede pública de educação.

Para abrir o evento, a Prof.ª Dr.ª Marlene Cainelli, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), deu uma conferência sobre “O Programa Nacional do Livro Didático de História (PNLD-História)” em que explicou o processo de escolha, feito pelo Ministério da Educação, do material didático a ser impresso e distribuído para as escolas. A professora Marlene Cainelli mostrou que a história do Brasil tem muitos olhares e, num dado momento, levou todos a se perguntarem: “Quem define qual história deve ser contada nos livros didáticos?”, com base em diferentes visões sobre o período da ditadura militar brasileira contidas nos cadernos de história.

Durante a tarde, houve apresentação de pesquisas e trabalhos realizados por professores atuantes na rede pública de educação, discentes do curso de história da Unesp-Assis e professores da mesma instituição. Todos os trabalhos realizados foram ao encontro do tema do evento: formação de professores e pesquisadores de história.
Para finalizar o primeiro dia do Encontro, a conferência “A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de História” ministrada pela Prof.ª Dr.ª Katia Maria Abud, da Universidade de São Paulo (USP), também problematizou o processo de elaboração do livro didático de história e os métodos de escolha feitos pelo Ministério da Educação do caderno a ser impresso.

Para começar o último dia, a mesa “Políticas Públicas no Ensino de História”, mediada pelo Prof. Dr. Ronaldo Cardoso Alves (Unesp-Assis) contou com a participação da Prof.ª Dr.ª Márcia Elisa Teté Ramos, da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e pelos professores doutores do curso de história da Unesp-Assis Lúcia Helena Oliveira Silva e Alonso Bezerra de Carvalho. Foram tratados diversos temas como a higienização de termos como “golpe”, por exemplo, nos livros didáticos, a falta de diversidade de apresentação dos grupos brasileiros e necessidade de um diálogo entre escola e universidade para discussão sobre a atuação do professor de História.

E para encerrar o evento, realizou-se a mesa redonda sobre “Ensino de História, Formação de Professores e Transversalidade”, composta pelo Dr. João Rafael Moraes de Oliveira e pelas doutorandas Cassia Natanie Peguim, Maria Cristina Floriano Bigeli e Ellen Nicolau. O Laboratórrio de História e Meio Ambiente (Labhima), que tem por objetivo vincular o meio ambiente com o ensino de História e outras áreas de formação de professores do ensino básico e superior, foi apresentado nessa mesa e foi amplamente discutido um trabalho em gestão entre o poder público e a rede municipal de ensino. Além disso, a doutoranda Maria Cristina Floriano Bigeli lançou luz sobre o tratamento da temática indígena nos materiais didáticos e como a história indígena está – ou deveria estar – presente nas falas dos docentes.

O Primeiro Encontro de Formação de Professores e Pesquisadores de História mostrou a diversidade da história brasileira e o poder transformador na vida de um aluno. Que tenha o Segundo Encontro, Terceiro, Quarto…

Unesp



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