Problemas e soluções para bacias



Foto: Carlos WatanabeEducação ambiental é fundamental

Eduardo Pizzolim Dibieso investigou, no curso de pós-graduação em Geografia da Unesp de Presidente Prudente, entre os anos de 2009 e 2012, os principais fatores que interferem na quantidade e na qualidade das águas da bacia hidrográfica do manancial do Rio Santo Anastácio, na cidade prudentina. Considerada uma das principais bacias hidrográficas da região, é responsável por aproximadamente 30% do abastecimento público de água da cidade.

A bacia hidrográfica do manancial do alto curso do Rio Santo Anastácio, compreende a área de 197,70 km2, e abrange parte dos municípios de Presidente Prudente, Pirapozinho, Regente Feijó, Anhumas e Álvares Machado. O objetivo da pesquisa foi de investigar as contribuições da geografia e do planejamento ambiental para a gestão dos recursos hídricos das bacias hidrográficas, especialmente em área de manancial de abastecimento público.

De acordo com o Dibieso, com o constante aumento da demanda de água pela população para o abastecimento público da cidade e o atual estado de degradação ambiental da bacia, “há a necessidade de propostas de planejamento ambiental e ações que possam subsidiar a gestão das águas da bacia do manancial”, diz.

O diagnóstico mostra que a bacia possui sérios problemas relacionados ao desenvolvimento de processos erosivos e a supressão da vegetação nativa em áreas protegidas por lei. “Sobre o uso e ocupação da terra aproximadamente 75% da área da bacia é utilizada pela agropecuária de Presidente Prudente e região”, explica. Na área urbanizada, Dibieso constatou problemas relacionados à impermeabilização do solo e a deposição irregular de resíduos sólidos e líquidos.

O pesquisador salienta que as propostas de planejamento e gestão dos mananciais de abastecimento público devem passar obrigatoriamente por um amplo processo de educação ambiental que possibilite a compreensão pela sociedade da dinâmica da natureza. Outras ações fundamentais seriam o ordenamento do uso e ocupação da terra, a regularização das áreas protegidas por lei, o controle sobre o uso da água e a implantação de infraestrutura de saneamento ambiental.

De forma mais abrangente, a metodologia e as propostas utilizadas na pesquisa poderão ser aplicadas a outras bacias hidrográficas do Estado de São Paulo, uma vez que o estudo tem como meta o ordenamento do uso e a ocupação da terra, e a lei Paulista de proteção de mananciais de abastecimento público. “Este trabalho poderá contribuir para a definição de políticas, proposições, leis, que minimizem os problemas ambientais dos mananciais”, finaliza o pesquisador.

A pesquisa teve o apoio da Fapesp.

Maristela Garmes
(Portal Unesp)


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